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terça-feira, março 28, 2006

Achava mesmo

ACHAVA QUE NÃO PODIA SER MAGOADA ( Silvia Plath)

Achava que não podia ser magoada;
achava que com certeza era
imune ao sofrimento ?
imune às dores do espírito
ou à agonia.

Meu mundo tinha o calor do sol de abril
Meus pensamentos, salpicados de verde e ouro.
Minha alma em êxtase, ainda assim
conheceu a dor suave e aguda que só o prazer
pode conter.

Minha alma planava sobre as gaivotas
que, ofegantes, tão alto se lançando,
lá no topo pareciam roçar suas asas
farfalhantes no teto azul
do céu.

(Como é frágil o coração humano ?
um latejar, um frêmito ?
um frágil, luzente instrumento
de cristal que chora
ou canta.)

Então de súbito meu mundo escureceu
E as trevas encobriram minha alegria.
Restou uma ausência triste e doída
Onde mãos sem cuidado tocaram
e destruíram

minha teia prateada de felicidade.
As mãos estacaram, atônitas.
Mãos que me amavam, choraram ao ver
os destroços do meu firma-
mento.

(Como é frágil o coração humano ?
espelhado poço de pensamentos.
Tão profundo e trêmulo instrumento
de vidro, que canta
ou chora.)

(tradução de Mônica Magnani Monte)

quarta-feira, março 22, 2006

Não poderia me calar

Jamais poderei me calar e não falar das Maravilhas que meu Deus faz todos os dias na minha vida


Sobe Pelo Ar

Fernanda Brum


Sobe pelo ar a oração
Toca o coração do Criador
Que com suas mãos receberá
A minha prece com amor
Suave e seguro Ele mandou
Anjos para me atender
Do seu trono Ele olho para mim
Enquanto aguardei o que busquei
Pouco a apouco a fé me elevou
A força de crer no meu Senhor
Trouxe a resposta à oração
Chorava e sorria sem saber
Que um anjo me cercou
Derramou mais uma benção
 
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