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terça-feira, outubro 14, 2014

Matando Saudades




Matando saudades, de tudo, de você, deles, delas, dos doces,suculentos e ilícitos ...

FANTASIA IMPROVÁVEL
havia em mim naquele tempo
uma fantasia mais que improvável
que me fazia assumir o papel do real
MAS eu nos sabíamos irreais
estando em meus próprios limites
meus devaneios
minhas avassaladoras prioridades
era remetido a incontestáveis diagramas do desejo
que me impulsionavam a ir em frente
a querer estar em frente
às suas lingeries
e ouvir-lhes o farfalhar
que afagasse o carpete bem cuidado.
sempre quis a delícia 
do demorado apreciar de (suas) curvas
espelhadas
pelas paredes
pelo teto
repletas dos melhores
momentos para o homem.

em minhas delícias 
você era (e é)
a um só tempo: poesia
e reconforto.

 
por isso
o toque para a viagem
que jamais se realizou
ainda assim havia o sorriso
(mesmo com o coração a doer)
que me ligasse a outro sorriso de flor.

cara amiga
o tempo não passou
hoje é o mesmo ontem de sempre
apenas não sou mais poeta
MAS ainda lhe mando
doces.
Vicente

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